quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Série Filmes Históricos


No último dia do ano de 2014 o Blog Falando de História lança a Série Filmes Históricos. Para iniciar, trazemos este filme do trio cômico Três Patetas, como uma forma de descontrair e relaxar e observar como era feito o humor na Sétima Arte. Bom filme! 

Filme completo com a participação de Adam West e com a dublagem original AIC SÂO PAULO

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Documentário Fascism Inc. ou Fascismo S/A


Fascism Inc. (ou Fascismo S/A) é um documentário independente sobre a verdadeira história do fascismo europeu, abordando a ascensão do neo-fascismo na Grécia e na Europa e o papel das elites econômicas e do capitalismo nesse contexto.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Dia do Samba


Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
Vinicius de Moraes

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Mensagem Dia da Consciência Negra


Debate Sobre o Dia da Consciência Negra



Ederson Granetto e Tatiana Bertoni recebem a professora Vera Lúcia Ferlini, do Departamento de História da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da USP, e o professor Pedro Paulo Funari, do Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Eles falam a respeito da luta dos negros pela liberdade e integração social.

sábado, 15 de novembro de 2014

Hoje na História: 14 de novembro morre Adib Jatene


Especial Proclamação da República - UNIVESP TV



derson Granetto e Mônica Teixeira recebem a professora Angela Alonso, do Departamento de Sociologia da USP, e o professor Marcos Napolitano, do Departamento de História da USP. Eles discutem como o Brasil se tornou uma república federativa depois de 389 anos de colonização portuguesa e 67 anos de Império.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Documentário "Frei Tito" (1983)


O filme reconstitui a vida do dominicano, que ficou preso em São Paulo nas dependências do DOI-CODI, acusado de subversão e de participação no movimento liderado por Carlos Marighella. Exilado na França, comete suicídio em Lyon, em 10 de agosto de 1974, aos 29 anos. É considerado um mártir da Igreja Católica. 

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

26 de setembro de 1960: O inflamado discurso de Fidel

Primeira página: Terça-feira, 27 de setembro de 1960.


"Cuba dará, também, seu grão de areia para que o mundo se entenda... Cuba deve constituir, para o mundo, neste momento, uma preocupação, porque é um dos problemas mundiais... Dizem que em Cuba não existe a paz que o mundo deseja... Mas somos nós, cubanos, representantes de Cuba, merecedores do mau tratamento que temos recebido?

Com essas palavras o Primeiro-Ministro de Cuba Fidel Castro abriu o discurso mais longo até então proferido da tribuna da Assembléia Geral da ONU, fazendo um pronunciamento inflamado contra os EUA, no qual ratificou as acusações levantadas desde que assumiu o poder em janeiro de 1959. No ponto máximo de seu discurso Fidel declarou: "Cuba já não recebe ordens da Embaixada dos Estados Unidos". Afirmou que as dificuldades com os americanos começaram com a lei da reforma agrária, já que esta afetava diretamente os interesses monopolistas dos EUA. Entre as acusações reiteradas estavam a sustentação da ditadura de Fulgêncio Batista com a influência militar americano; a famigerada agressão econômica encabeçada pelos EUA contra Cuba, com a redução da cota açucareira; os ataques aéreos advindos de bases americanas ao território cubano e o isolamento imposto a Cuba sob o pretexto da segurança americana. Defendeu o desarmamento. Propôs o modelo cubano como inspiração aos países da América Latina no desenvolvimento econômico independente do capital estrangeiro. Pediu ao Ocidente que preservasse a África, e respeitasse a natureza, e a cultura dos seus povos.

Fidel foi aplaudido por delegações dos países comunistas e africanos. Em sua maioria, os delegados latino-americanos mantiveram-se em silêncio. O Embaixador americano na ONU, James Wadsworth, comentou que o líder cubano fizera somente acusações, já rechaçadas pelos EUA.

Outras efemérides de 26 de setembro

A aguerrida reestruturação de Cuba

No início dos anos 60 Cuba tornou-se o centro nevrálgico da Guerra Fria. De um lado, os EUA tentavam desestabilizar o regime revolucionário cubano, e recuperar sua estratégica posição militar. Do outro, a URSS, em busca da hegemonia no bloco socialista, promovia Cuba decisivamente. O alto preço deste impasse coube à ilha caribenha, que, adotando uma política de defesa dos interesses nacionais e de combate ao imperialismo, passou a sofrer retaliações extremas, incluindo um rigoroso bloqueio econômico por parte do mundo capitalista. O isolamento de Cuba, contudo, não impediu a implementação do processo de socialização dos meios de produção e no ensino.




Fonte: Blog Hoje na História CPDOC/Jornal do Brasil. Disponível em: http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?blogid=57&archive=2013-09

sábado, 20 de setembro de 2014

Somos Todos Patrícias?

Por Noé Gomes

Já estou cansado de ouvir as mesmas repercussões sobre o episódio envolvendo o goleiro Aranha do Santos Futebol Clube. O lastimável fato tem tido ao meu ver uma repercussão exacerbada e muito maldosa.
Como historiador tenho a nítida noção de que não somos por natureza neutros, mesmo a imppelarensa que sempre tenta induzir que é neutra ou imparcial. Todo discurso por si só, tem uma visão, interesses, afinal de contas os discursos são defesas e como tal são válidos como  forma de argumentação.  O que eu não aceito e não vou me calar é o fato da hipervalorização do episódio e de um goleiro mediano tecnicamente que busca a qualquer custo se mostrar na mídia.
A luta contra o racismo, homofobia, machismo e tantos atos contra a integridade física e psíquica do cidadão é algo que deve estar na pauta sempre. Mas há uma luta que deve ser iniciada por nós, que nos consideramos cidadãos de bem: a luta contra à hipocrisia. Sentei-me na parte sul do estádio e posso afirmar que não vi ninguém chama-lo de macaco ou outras ofensas. Sim houveram muitas vaias. Realmente a cada toque do goleiro santista o estádio que diga-se de passagem não estava cheio, se ouvia uma estridente vaia comparada as sofridas pelo ex-jogador do Grêmio Ronaldo Assis (Ronaldinho Gaúcho) e seu irmão quando jogou em um amistoso da despedida do ex-goleiro Danrlei. Mas em nenhuma situação eu vi ambos fazerem um papel tão ridículo e patético como o Sr. Aranha.
O que ele queria que  todos aplaudissem? Ninguém vaiou ele por estar ao lado do ato, mas sim por perceber que o arqueiro do Santos não passa de um oportunista que lastimavelmente se aproveita deste fato para adiquirir seus 15 minutos de fama. Este cidadão tem ao meu ver sido o símbolo da hipocrisia e da pior espécie. Explico-me: a moça que já foi julgada e sentenciada pela sociedade pediu perdão! O que ele fez? Disse que não queria encontra-la. Se diz um homem cristão, mas não tem a capacidade de ter gestos nobres, cobrou  ainda da torcida uma outra postura afirmando de forma demagoga que esta era a torcida que pedia para ele perdão mas que no entanto lhe ofendeu ao vaiar e talvez alguns protestos destes que eu sempre ouvi no futebol. Sr. Aranha, se tivesse tido uma postura nobre desde o início talvez quem sabe nós gremistas, sulriograndenses teríamos contigo uma postura diferente. Mas como tu faz questão de vitimizar-se com o apoio de grande parte da mídia do centro do país, só nos resta vaias e o sentimento de ojeriza e repugnância ao teu gesto!
Vou te dar um exemplo de uma figura que aqui no RS enquanto esteve jogando ganhou uma admiração incrível. Ronaldo Fenômeno. Em pleno Estádio logo após  o  falecimento de um dos travestis envolvidos em um “escândalo”  envolvendo o atleta, a torcida gremista em tom de flauta começou a cantar: “Ronaldo viúvo”. Ao contrário de Aranha, o Fenômeno foi perto da torcida, tão perto que abraçou um membro da torcida tricolor o que gerou aplausos e comoção por parte de todos. Naquele momento, o Ronaldo poderia ter tido uma ceninha que nem a do goleiro do Santos, mas sim preferiu  o bom senso.
Como  disse antes, estive no estádio e sabem o que eu fiz? Escrevi em uma folha os seguintes dizeres: ‘ARANHA, ATOR REVELAÇÃO DO ANO.  A LUTA CONTRA O RACISMO NÃO PRECISA DE TI!” E sabem porque escrevi isso? Porque ao relembrar as grandes vozes do racismo como Mandela e Luther King me veio  a mente que ao contrário de chorarem e se lamentarem eles foram a luta, buscando a conscientização, se  valendo da verdade e lutando contra os ódios. Sr. Aranha , podes me processar por isso que lhe digo, mas eu vou dizer você não está tendo uma postura de Homem, não estás sendo digno de ser comparado a uma criança, você pode e feve protestar contra o racismo, mas de uma outra maneira.  Agindo com a verdade, respeitando-se e quem sabe eu mesmo irei lá para te cumprimentar!
Aos ”defensores” da igualdade racial trajados de “jornalistas” o meu total desagravo, mais uma vez fazem uma discussão superficial e inócua. De vez de usarem os seus espaços para uma discussão reflexiva e séria, promovem e acirram os ânimos. Pensam que mandam no país por estarem no centro Brasil, reivindicam respeito quando se valem de um editorial mal intencionado e medíocre.
Hoje segundo estes “SOMOS TODOS PATRÍCIAS”, quero dizer que entre uma pessoa que errou ao chamar o Aranha de macaco, que teve humildade de pedir perdão, e um “injustiçado” que usa dos microfones para se vitimizar, é obvio que irei apoiar esta moça. No fundo, querem fazer do Grêmio o bode expiatório para que este clube mais que centenário sirva de tapete para imcubr a  podridão do cinismo, da hipocrisia que impera em nossa cultura. Somos todos Patrícia, porque  já não suportamos ceninhas que não contribuem em nada pela igualdade


quarta-feira, 17 de setembro de 2014

17 de setembro de 1971: A morte de Carlos Lamarca

Por: Lucyanne Mano
Jornal do Brasil, Domingo 19 e segunda-feira, 20 de setembro de 1971


O Serviço de Relações Públicas da 6ª. Região Militar, sediado em Salvador, anunciou à imprensa a morte do ex-capitão Carlos Lamarca durante um tiroteio com agentes do CODI, no interior da Bahia, na zona do rio São Francisco. O chefe de Relações Públicas da 6ª RM, major Garcia Neves, relatou os detalhes da Operação – Pajussara, que culminou com a morte de Lamarca e Zequinha – amigo que o acompanhou até os últimos instantes.


Outras efemérides de 17 de setembro



Larmaca foi o último remanescente da trilogia de líderes subversivos brasileiros. Seus antecessores na liderança, Carlos Marighela e Joaquim Camara Ferreira, morreram em 1969 e 1970, respectivamente. O ex-capitão Carlos Lamarca estava condenado a 58 anos de prisão – 24 por furto de armas, 30 por ter seqüestrado uma viatura militar e 4 por atividades diversas da VAR-Palmares.



Lamarca havia ingressado no Partido Comunista Brasileiro em 1964. Em 1968 passa a ser membro VPR (Vanguarda Popular Revolucionária), formada por Carlos Marighela.



Oficial formado na turma de 1960 da Academia Militar das Agulhas Negras, sendo lá que começa a ler o jornal "A Voz Operária", do PCB (o jornal era colocado debaixo dos travesseiros dos cadetes escondido). Começa seu interesse e simpatia com as idéias comunistas. Lamarca foi promovido a capitão em agosto de 1967, considerado um oficial de comportamento discreto que se destacava nos exercícios de tiro ao alvo, sendo hábil no manejo de qualquer tipo de arma. 



Sua presença nos anais da subversão é registrada a partir de 27 de janeiro de 1969, quando o II Exército publicou um edital intimando-o a comparecer ao 4º Regimento de Infantaria. A Polícia do Exército, a Polícia Federal e a Polícia Estadual havia identificado elementos comprometidos com assaltos a bancos, roubos de dinamite e assassinatos. Entre os criminosos capturados, alguns tinham ligações com o capitão Carlos Lamarca. No dia anterior a nota, ele havia fugido da unidade, levando um caminhão carregado de armas e munição. 



Em 1969 Lamarca é nomeado dirigente do VPR. Comprou um sítio no vale do Ribeira, usado para treinar militares para guerrilha até a prisão de Mário Japa, um dos dirigentes do VPR, quando o campo de treinamento é desmobilizado. Para salvá-lo, ssequestraramo cônsul do Japão. O cerco foi aumentando e Lamarca decide, junto com a ALN, ssequestraram o embaixador da Alemanha Ocidental em troca da publicação de um manifesto dos militantes de nome “Ao povo brasileiro”. Artigo publicado no dia 12 de junho. Em dezembro ainda comanda o seqüestro do embaixador suíço no Rio de Janeiro em troca de 70 presos políticos.



O cerco a Lamarca começou em março de 1971, com a prisão de uma subversiva no Rio, que interrogada, revelou a transferência das ações da VPR para o Nordeste e o Estado da Bahia para a sede. Em agosto, as autoridades estouraram um aparelho em Salvador e encontraram a amante de Lamarca, Iara Iavelberg, que suicidou-se com um tiro no coração. 



Lamarca foi perseguido pelos órgãos de segurança por quase três anos. No dia 17 de setembro, Zequinha e Lamarca estava descansando embaixo de uma árvore quando foram cercados por 20 agentes do CODI, na localidade de Pintada, Município de Ipupira. Morreram fuzilados.

Fonte: Blog Hoje na História/CPDOC Jornal do Brasil. Disponível em:  http://jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=31654

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Leituras do Brasil: Casa Grande e Senzala



A formação da família brasileira, nascida da sociedade patriarcal e escravocrata dos engenhos. O encontro das três raças: o branco, o índio e o negro.

domingo, 7 de setembro de 2014

Reflexões Necessárias sobre o Sete de Setembro

Por Noé Gomes*

Hoje, dia sete de setembro, 192  anos da "in"dependência do Brasil e muitas  coisas que rondam os meus  pensamentos ... Numa data  tão  importante me vem alguns questionamentos a todos nós.  Eis  as perguntas que lanço  para a nossa  reflexão: "Porque  não somos patriotas?" " Somos capazes de amar de fato o nosso país ou  esse  amor é como uma chuva de verão, passa assim que a Seleção Brasileira encerra  sua  participação no Mundial de Futebol?" "Essa data realmente é  importante?"

Todas estas perguntas tem me  perseguido nestes últimos dias e como historiador e professor é impossível viver sem tentar buscar pelo menos uma interpretação que  possa  nos  ajudar  a  entender todas estas coisas. No meu humilde ponto de vista, temos uma nação artificial e que por si só não representa  a maioria de seus "representantes" as diversas regionalizações são mais fortes que uma  imagem que  nos unifica. O Brasil multicolorido que é exaltado por tantos é de fato a prova mais concreta disso que falo.

Você poderia então me questionar  se eu sou contra as regionalizações e obviamente eu  diria que não, pois num país-continente elas  são fenômenos  que  quase  que  impossíveis de não acontecerem. O que constato é que pesa mais os valores da região do que aqueles ligados ao todo. Um exemplo claro disso é fato de terem pessoas aqui  no Rio Grande do Sul saberem a  letra do Hino Rio Rio-grandense e quase desconhecerem a  letra do Hino Nacional Brasileiro.  É claro que  em  todo mundo há as regionalizações e  no Brasil isso não seria diferente mas o fato é que em outras nações há mais amor à pátria do que aqui!  Isso se dá por um  processo de formação educacional-cultural que não privilegia a cultura  brasileira, seus símbolos, sua  história. Vemos um  desprezo  coletivo às  coisas concernentes  ao Brasil por  parte de seu  próprio povo. Ondas de nacionalismo já  ocorreram no Brasil  todas  ligadas a um  contexto político ou esportivo, como ondas elas vão e voltam. Mas nada que realmente seja algo duradouro  e  solidamente consolidado. 

Na  condição de professor, penso honestamente que faltam ser trabalhados  desde o 5º ano conceitos fundamentais para  as  disciplinas  das Ciências Humanas como: Estado,  Governo e Nação.  São noções mínimas que fazem com que  entendamos toda essa coisa que já veio malhada antes de todos nascermos. Para ficar claro precisamos entender que o Estado (com  letra maiúscula representa a nossa estrutura e território), que  governos são provisórios e são os gestores desta  infraestrutura e que  como tal devem  responder  pelos seus atos  e que a Nação não é construído pela Classe Política, mas por todos nós!!! Nação está ligada a  forma como  nos identificamos ao país. Ou seja, usar  símbolos nacionais não é valorar este  ou aquele governo, mas sim  valorarmos a  nossa história, cultura e formação antropológica.

Infelizmente, vemos um afastamento dos valores da pátria, a classe política que tanto tem  desonrado os  nossos  valores virou  simbolo  deste  sentimento anti-patriótico e o mais  grave  ações de governos tem sido encaradas como atos  que legitimam este afastamento do amor ao Brasil.

Falta de fato separar  as coisas e compreende-las. Talvez  a  maior  indepedência  que tivemos foi o povo  nas  ruas  ano passado  protestando,  mostrando o fim da "passividade"  diante  dos  desmandos da  política  no cenário  nacional e local. 

O que me resta dizer é que  falta é  termos mais conhecimentos básicos  de  política,  de cultura  e de  história. Pois somos reféns  ainda deste cenário tão  desalentador mas presente no nosso  cotidiano. Falta também uma  construção  mais educacional nossa sobre as nossas  origens, pois daí  sim é que podemos nos tornar cidadãos brasilireiros.
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*  Professor de História e Historiador

Documentário sobre a Independência



Historiadores revelam em entrevista exclusiva ao Caminhos da Reportagem desta semana que o Grito da Independência teve uma intensa mobilização popular. A prova está em milhares de panfletos descobertos em bibliotecas do Brasil, Portugal e Estados Unidos.

Os professores José Murilo de Carvalho, Lúcia Bastos e Marcello Basile passaram 15 anos em busca dos chamados manuscritos de circunstância. Escritos por quem dominava o português da época - jornalistas, militares, padres - a maioria não revelava a autoria. Impressos em gráficas ou escritos à mão, os panfletos eram colados nos postes, boticas, barbearias, e lidos em voz alta para quem acompanhava as questões políticas do Império: D.Pedro fica ou volta para Portugal? O Brasil separa-se de Portugal?

Ao chamar os monarquistas de "corcundas", os autores provocavam reações que iam da fúria ao riso. Logo chegavam as réplicas e tréplicas que transformavam os panfletos numa espécie de rede social do Império. Da mira destes folhetos ninguém escapava. Muito menos a elite.

Fonte: TV Brasil

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Documentário O Livro Perdido de Nostradamus



Esse documentário elaborado pelo History Channel traz revelações surpreendentes sobre as previsões de Nostradamus e o futuro da humanidade.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Desafios do ensino da História do Brasil

Programa da TV Futura "Sala Debate" promove a discussão sobre os desafios do ensino e História do Brasil

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Revolta dos Alfaiates (Conjuração Baiana)


Se a Inconfidência Mineira destaca-se pelo pioneirismo - o primeiro movimento republicano em nossa história -, a Conjuração Baiana apresenta o componente popular, que irá direcioná-la de forma mais ampla e radical: a abolição da escravidão. Ela foi o movimento de independência mais radical do Brasil Colonia, mas nem por isso tem o merecido destaque em nossa historiografia.

Produção TV Brasil

domingo, 31 de agosto de 2014

Série Pensadores: Che Guevara


História da Abolição da Escravidão no Brasil



Documentário difundido pela TV Senado. Este "programa resgata as discussões no Parlamento brasileiro sobre a Abolição da Escravatura e exibe documentos da época que se encontram no Arquivo do Senado. Mostra a luta para extinguir o trabalho escravo no Brasil nos anos que precederam a Lei Áurea, de 13 de maio de 1888, e seus reflexos nos dias de hoje".
Dentre muitos documentos apresenta-se, neste registro audiovisual, a controversa decisão de Rui Barbosa, de 1890, que mandou queimar todos os livros de matrícula e outros documentos relativos à escravidão - existentes no Ministério da Fazenda -, de cerca de 6 milhões de africanos coercitivamente expatriados das suas origens, o equivalente a cerca de 40% do volume do tráfico negreiro sorvido pelas Américas.
Registre-se que o Brasil foi o último país do mundo ocidental a abolir a escravidão.
Refira-se também que o Brasil é a nação fora do continente africano com a maior população negra e que, cotejando com os países africanos, só a Nigéria tem habitantes da etnia negra em número superior.

sábado, 30 de agosto de 2014

Série Pensadores: Charles de Gaulle


Palestra Teoria da História e Ensino de História


Conferência do prof. Dr. Rafael Saddi Teixeira (Universidade Federal de Goiás) durante o I Simpósio do Laboratório de Ensino de História da UEPG e V Ciclo de Seminários em Didática da História (GEDHI). Ponta Grossa, maio de 2012.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Documentario Palestina: História de Uma Terra



História da criação do Estado de Israel e a luta pela criação de um Estado palestino, desde o fim do domínio do Império Otomano até as negociações mais recentes entre árabes e israelenses.

A região era chamada de Palastu pelos assírios.

A palavra Palestina deriva do grego Philistia, nome dado pelos autores da Grécia Antiga a esta região, devido ao facto de em parte dela (entre a actual cidade de Tel Aviv e Gaza) se terem fixado no século XII a.C. os filisteus.

Os filisteus não eram semitas e sua provável origem é creto-miceniana, uma das mais conhecidas (embora recorrentemente mencionadas) vagas dos chamados "Povos do Mar" que se estabeleceram em várias partes do litoral sul do mar Mediterrâneo, incluindo a área hoje conhecida como Faixa de Gaza. Segundo a tradição bíblica os filisteus seriam oriundos de Caphtor, termo associado à ilha de Creta. Este povo é igualmente referido nos escritos do Antigo Egipto com o nome de prst, por onde também passaram e foram repelidos.

No século II d.C., os romanos utilizaram o termo Syria Palaestina para se referirem à parte sul da província romana da Síria. O termo entraria posteriormente na língua árabe e é usado desde então para se referir a esta região.

Primeira prova numismática para o nome da Síria Palaestina vem do período do imperador Marcus Aurelius Antoninus.

Heródoto escreveu em c.450 aC nas histórias de um bairro "da Síria, chamado Palaistinê" (daí Palaestina, de onde Palestina). Em c.340 aC, Aristóteles escreveu em Meteorologia sobre a Palestina, em uma referência para o Mar Morto: "Mais uma vez se, como é fabuloso, há um lago na Palestina, de tal forma que se você ligar um homem ou animal e jogá-lo flutua e não afundará, isso suporta o que já dissemos. Dizem que este lago é tão amargo e salgado que nenhum peixe vive nele e que se você mergulhar a roupa nele e agitá-los limpa-os ". E em C.40 AD, Roman-escritor judeu Philo de Alexandria escreveu dos judeus na Palestina: "Além disso a Palestina e a Síria também não estão desprovidos de sabedoria exemplar e virtude, que os países não pequena parte que a nação mais populosa dos judeus habita. Há uma parcela dessas pessoas chamada Essênios "
 
 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Hoje na História: Renúncia de Jânio Quadros


Renúncia de Jânio Quadros



Jânio Quadros foi o último presidente eleito antes do regime militar de 1964. Ele governou o país durante sete meses, de 31 de janeiro de 1961 a 25 de agosto de 1961, data em que renunciou.
Jânio Quadros teve uma carreira meteórica. Começou aos 30 anos de idade, em 1947, quando se elegeu suplente de vereador por São Paulo. Chegou à presidência da República em 1960, respaldado por quase sete milhões de votos, sem nunca ter perdido uma única eleição . Um fenômeno surpreendente, sem paralelos em nossa história. Assim como subiu, Jânio também teve uma queda vertiginosa. Renunciou sete meses depois de empossado, frustrando a nação e surpreendendo os oposicionistas. Justificou-se dizendo sofrer pressões de "forças terríveis". Mas nunca realmente explicou que forças eram essas.

Produção TV Brasil

domingo, 24 de agosto de 2014

Getúlio (Vargas) do Brasil - Vida e obra política



O documentário "Getúlio do Brasil" produzido pela TV Senado faz um "reexame dos momentos que antecederam o suicídio de Getúlio Vargas e mergulha nos bastidores do atentado de Toneleros, contra o jornalista e político Carlos Lacerda, 19 dias antes da morte do presidente. O documentário tem locações em Porto Alegre e São Borja (RS), em Brasília e no Rio de Janeiro, com gravações no Palácio do Catete".

Getúlio Dorneles Vargas (São Borja, 19 de abril de 1882 — Rio de Janeiro, 24 de agosto de 1954) foi um advogado e político brasileiro, líder civil da Revolução de 1930, que pôs fim à República Velha, depondo seu 13º e último presidente Washington Luís e impedindo a posse do presidente eleito em 1 de março de 1930, Júlio Prestes.
Foi presidente do Brasil em dois períodos. O primeiro de 15 anos ininterruptos, de 1930 até 1945, e que dividiu-se em 3 fases: de 1930 a 1934, como chefe do "Governo Provisório"; de 1934 até 1937 como presidente da república do Governo Constitucional, tendo sido eleito presidente da república pela Assembleia Nacional Constituinte de 1934; e de 1937 a 1945, como presidente-ditador, enquanto durou o Estado Novo implantado após um golpe de estado.
No segundo período, em que foi eleito por voto direto, Getúlio governou o Brasil como presidente da república, por 3 anos e meio: de 31 de janeiro de 1951 até 24 de agosto de 1954, quando suicidou-se

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Documentário "A Vida Examinada"


Neste documentário veremos ,o que é filosofia ?
Através de um de seus maiores filósofos, Sócrates, e seu mito da caverna, escrito por Platão.
Participação; Nicholas Smith , Julia Annas , Manuel Velasquez
Fonte: TV Escola


Série Pensadores: São Francisco de Assis


segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Reflexões sobre o ofício de historiador no Brasil e o papel da ANPUH

Por Noé Gomes*

Prezados leitores,

Tenho  esboçado há meses esta postagem, explico-me: não quero ser autobiográfico ou até mesmo um holofote de polêmicas. Quero sim, trazer reflexões novas e propor uma alternativa ao cenário profissional para nós graduados em História. Estas palavras são dirigidas especialmente a você que como eu sente um certo desânimo ao ver as opacas oportunidades de atuação profissional. Hoje, Dia do Historiador, seria um dia de  festa, de confratenização ou uma data de reflexão? 

Repensar é preciso!
Penso que a segunda alternativa urge no nosso contexto atual! Como é de domínio público, a profissão de historiador não é regulamentada. O seu primeiro de projeto de regulamentação se deu ainda nos anos 1960, de lá pra cá inúmeros projetos que redundaram em arquivamento. Atualmente tramita na Câmara dos Deputados em Brasília,  o PL 4699/2012,  de fato uma conquista histórica, já que os outros projetos de leis não conseguiram ir tão avante quanto este. Talvez a regulamentação seja uma questão de tempo. Mas o que isso interfere em nosso cotidiano?

Vamos partir das possibilidades atuais para graduados e graduandos: sala de aula ou sala de aula ou quem sabe um estágiozinho em uma  instituição com algum "figurão" que possa se tornar um "QI" e assim se dá o cenário para quem quer atuar na área de história no Brasil. Mas alguém perguntará, mas não há centros de pesquisa, instituições que oportunizem espaços para os graduandos e graduados? Sim, sei  que há muita gente de nível avançado que abre  as portas para aqueles que estão iniciando, mas o problema vai mais além disso. No meu humilde ponto de vista, a regulamentação da nossa  profissão não tem sido discutida na base. Falo de nós professores de Ensino Fundamental e Médio, estamos alheios a este processo bem como os graduandos. Isso parece a inversão total da  lógica deste processo. Explico-me mais uma vez: o que adianta a regulamentação de um ofício, sem uma conscientização classista? Sem uma identidade de classe será mais uma lei que talvez não seja cumprida! 


Fazer rupturas é preciso!!!
Daí é que penso honestamente que é preciso olhar o cenário de atuação de quem quer seguir os ofícios de Clio de uma maneira realista e crítica. O que vou propor talvez seja encarado como uma atitude extremista, mas penso que honestamente é preciso que seja feito algo, sob pena de termos uma regulamentação "morta" e sem sentido por si só. Proponho um repensar do papel da ANPUH e a criação do Conselho Nacional de História!

Hoje, eu pergunto sinceramente e não vejo a ANPUH como um órgão que de fato representa a totalidade dos historiadores brasileiros. Me parece ser um feudo, que privilegia os mestres e doutores especialmente os vinculados às universidades federais. Se um graduado quiser criar um GT por exemplo, não pode fazer isso. Essa normativa é democrática? Sem falar que graduandos não podem fazer parte de seu  quadro associativo. A ANPUH que se calou nos tempos da ditadura não me representa! Falo isso com tristeza, pois queria uma associação que me oportunizasse novas possibilidades acadêmicas e profissionais, mas não recebi isso em dois anos que integrei o seu quadro associativo. Fiz parte do GT Acervos da ANPUH Seção Rio Grande do Sul. sei que dei o meu melhor, porém não fui reconhecido exatamente por ainda não possui um Me ou Dr. Não quero ser venerado como um deus,  só exijo que me tratem como historiador assim como os professores que já estão em níveis superiores. Respeito demais a trajetória destes profissionais, mas quero que olhem os graduados e graduandos como as sementes de um futuro próximo e não como são hoje, a mercê do processo.

Contra a marginalização dos graduados e graduandos é que proponho que seja feita a discussão nas reuniões pedagógicas das escolas do PL 4699, afinal de contas isso é de nosso interesse e não adianta é preciso fazer um olhar a isso. Sei que irá dar trabalho, que estamos saturados de tantas quizilas nas escolas, mas é preciso fazer esta discussão, caso contrário, estaremos promovendo uma regulamentação sem o componente mais importante: a legitimação de nosso ofício a sociedade e a nós mesmos! Visualizo o Conselho Nacional de História como a única alternativa ao encastelamento de vaidades da ANPUH! E arrisco a proposição de quem sabe juntarmos força e criarmos a Associação Nacional dos Graduandos e Graduados em História. por que não? 

O que resta-me é não ficar em silêncio perante tudo isso que vivo. Pois quem cala consente, quem se esconde não vence, quem não tem lado, não merece respeito e por conseguinte quem mantém o status quo é tão deplorável. quanto aqueles que idealizaram toda esta coisa que já veio malhada antes de eu nascer. Parafraseando mais uma vez Cazuza: "Historiador, mostra a tua cara!" 

Viva nós amantes e profissionais do Campo de Clio! Feliz Dia do Historiador!
_________
* Editor e idealizador do Blog Falando de História. Professor da Rede Pública do Estado do RS. Licenciado e Bacharel em História pela Universidade Luterana do Brasil (ULBRA)

Documentário "12.000 Anos de História - Arqueologia e Pré História do RS"


Versão web completa do documentário "12.000 Anos de História - Arqueologia e Pré-História do RS". O documentário é um dos resultados de um projeto vencedor de um edital da Petrobras e da Sociedade de Arqueologia Brasileira.

"'12.000 Anos de História' retorna no tempo e nos mostra a origem daqueles que foram os primeiros que viveram no Rio Grande do Sul. Através de um extenso trabalho de pesquisa de mais de duas décadas, da professora drª Silvia Moehlecke Copé, nasceu uma exposição que resultou nesta obra documental. A obra resgata as nossas origens e, baseada em pesquisa de diversos profissionais da arqueologia, mostra quem somos e como o nosso estado se desenvolveu. Uma história contada em 40 minutos de forma educativa, clara e moderna. Aceite nosso convite, volte ao passado e descubra as nossas origens"

Série Pensadores: Heródoto


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Pato Donald na Segunda Guerra Mundial


Descrição do vídeo:  Angariando grande popularidade graças a comicidade dos desenhos animados, os Estúdios Disney foram obrigados a mudar de estilo com a entrada dos Estados Unidos na II Guerra Mundial em 1942. A produção de desenhos passou a integrar o esforço de guerra estadunidense, abordando a guerra como tema. Em 1942, foi feito um desenho de propaganda anti-nazista, chamado de "A Face do Füher". Esse desenho mostra Donald vivendo na Alemanha Nazista, onde ele é forçado a trabalhar em uma fábrica de produção em série de armamento bélico pesado e de fotografias produzidas em série do Führer Adolf Hitler.

No entanto, o desenho mostra ainda uma certa ingenuidade dos seus produtores, com alguns furos como a crítica à produção em série, algo comum nos Estados Unidos desde a decada de 30. Em outro desenho, "O Espírito de 1943", o Pato Donald é convencido a contribuir com parte do seu salário, para os altos impostos de guerra. Nesse desenho ele contracena com sua consciência dividida, gastadora e econômica, cujas aparências personificadas lembram os futuros Tio Patinhas e Gastão.
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Fonte: Wikipédia
O Pato Donald não foi o único personagem de desenhos infantis a se mostrar contra o Nazismo. Personagens como Popeye, Patolino, Mickey, O Gato Félix e tantos outros deixaram de lado as piadas do cotidiano, e passaram a mostrar conteúdo violento, usando armas e jogando bombas de avião, dentre outras coisas.

Discursos de Hitler em Cores - Legendado em português

sexta-feira, 30 de maio de 2014

O Pasquim - A Subversão do Humor


Sinopse: em 1969, ano particularmente duro no regime militar, surgiu no Rio de Janeiro "O Pasquim", tablóide que, com sua irreverência, humor e anarquia, daria uma nova roupagem e linguagem ao jornalismo brasileiro, uma forma mais coloquial à publicidade e causaria um forte abalo nos níveis da hipocrisia nacional. A TV Câmara conta no documentário "O Pasquim - a Subversão do Humor", através dos principais personagens desta história, como ele invadiu o Brasil, enfrentando a censura e a cadeia com o riso aberto, como se fosse mais uma das farras da turma de Ipanema. Em O Pasquim, Jaguar, Ziraldo, Sérgio Cabral, Luiz Carlos Maciel, Marta Alencar, Miguel Paiva, Claudius, Sérgio Augusto, Reinaldo, Hubert lembram como se escreveu esta página da nossa história e Angeli, Chico Caruso, Washington Olivetto e Zélio como ela foi determinante para as páginas seguintes. Ninguém ficou rico com a publicação, embora ela tenha vendido nos seus melhores tempos, entre 1969 e 1973, até 250 mil exemplares. Um volume acima do razoável, se lembrarmos que os jornais de tiragem nacional rodam hoje, mais de 30 anos depois, com toda a informatização, a facilidade de distribuição e as fortes campanhas de assinantes, cerca de 300 mil exemplares. A verdade é que o comportamento da chamada Patota do Pasquim era tão anárquico quanto o conteúdo do jornal. E o que ganharam gastaram entre prisão, brigas, festas e altas dosagens etílicas. Bem que os militares e a elite brasileira tentaram sufocá-lo diversas vezes e de formas variadas mas, quando conseguiram, ele já havia disseminado uma nova forma de comportamento nos meios de comunicação. Como diz Jaguar, a imprensa tirou o paletó e a gravata, ou, como diz Olivetto, passamos a escrever e nos comunicar com língua de gente, do povo.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Comentário de Noé Gomes sobre a educação no Brasil

 
Comentário sobre o papel da escola e do professor e do desafio do docente na rede pública tanto no âmbito municipal como também no contexto estadual

Mídia e o debate sobre a Ditadura de 64

Os jornalistas Chico Otávio e Cristina Chacel (jornal O Globo) falaram sobre a divulgação recente de uma série de notícias sobre a ditadura civil-militar. Chacel também falou sobre seu livro "Seu amigo esteve aqui", que conta a história do militante Carlos Alberto Soares. Victoria Grabois, do Grupo Tortura Nunca Mais (GTNM-RJ), fez duras críticas às limitações da Comissão Nacional da Verdade, chamada de "Comissão do possível".

quarta-feira, 28 de maio de 2014

sábado, 24 de maio de 2014

Nota de desagravo ao Sr. Rogério Pereira


 Nota de desagravo aos comentários do Sr Rogério Pereira na nossa fanpage em: https://www.facebook.com/falandohistoria

terça-feira, 13 de maio de 2014

Negros e a educação no Brasil


Descrição do vídeo: em 2009, 62,6% dos estudantes brancos, entre 18 e 24 anos, estavam na universidade. Entre os negros, este percentual era de 28,2%. São dados da síntese de indicadores sociais divulgados pelo IBGE. "Negros e educação no Brasil" é tema no Sala de Convidados Entrevista.

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Relações Étnico-Raciais - Prof°. Dr. Kabengele Munanga


Descrição do vídeo:  esta videoaula é referente a disciplina de Introdução à Teoria Social e Relações Raciais. Trata-se da 4ª aula do curso ERER - Educação para as relações étnico raciais -, ministrada no período 2009/2010 pelo Programa de Educação sobre o Negro na Sociedade Brasileira, elaborado e desenvolvido pelo núcleo de estudos afros da Universidade Federal Fluminense - UFF.


Nesta aula, o professor Kabengele Munanga retoma alguns aspectos gerais sobre o racismo para, posteriormente, abordar a questão particula - rizando o negro ao recorrer aos seguintes subtemas: O outro, sob o título: "No início era o outro bem diferente da gente -- o nós e os outros", mantendo, ainda neste item, de maneira ampla, a questão da diferença; seguem-se as considerações sobre o significado da palavra raça, a discussão sobre a palavra racismo seguida de reflexões sobre a relação entre racismo e diferença. Biologização das línguas, cultura e criminalidade é um dos subtítulos da parte que discute inicialmente aspectos relativos à raça ariana, seguida de considerações sobre culturas negra, branca e amarela e sua racialização.



"Como explicar a diversidade biológica humana" é outro item que aborda aspectos biológicos vinculados à raça.

domingo, 11 de maio de 2014

Documentário Vivir la Utopía



Para ativar a legenda clique no ícone "Ativar legendas" na barra inferior do vídeo.

Sinopse (pt):
Viver a Utopia é um documentário de 1997, produzido pela TVE e dirigido por Juan Gamero, no qual se descreve a experiência anarcossindicalista e anarco-comunista vivida na Espanha que transformou radicalmente as estruturas da sociedade em amplas zonas organizadas pela frente republicana - evento denominado de Revolução Espanhola, durante a Guerra Civil Espanhola (1936-39). 

As 30 entrevistas com sobreviventes anarquistas da Revolução Espanhola, cujo testemunho mostra o trabalho construtivo da Revolução Social e os antecedentes históricos do movimento libertário espanhol. Esse trabalho construtivo significou, segundo o documentário, a organização de coletividades agrícolas, em torno de 7 milhões de camponeses, 3.000 fábricas e empresas coletivamente autogestionadas nas cidades, a união de 150.000 milicianos anarquistas contra o fascismo, assim como as atividades culturais e o movimento "Mujeres Libres", de mulheres contra o patriarcado.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Documentário Os Prazeres do mundo Antigo

Sinopse:Civilizações antigas são mostradas neste documentário como nunca antes como os Etruscos, Romanos, Egito e outras Culturas, e como elas continuam a influenciar a nossa cultura após milhares de anos...

domingo, 4 de maio de 2014

Documentário Pompeia à Sombra do Vesúvio - Grandes Tesouros da Arqueologia


Sinopse: Pompeia ou Pompeios1 (em latim: Pompeii) foi outrora uma cidade do Império Romano situada a 22 quilômetros da cidade de Nápoles, na Itália, no território do atual município de Pompeia. A antiga cidade foi destruída durante uma grande erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C., que provocou uma intensa chuva de cinzas que sepultou completamente a cidade. Ela se manteve oculta por 1600 anos, até ser eventualmente reencontrada em 1649. Cinzas e lama protegeram as construções e objetos dos efeitos do tempo, moldando também os corpos das vítimas, o que fez com que fossem encontradas do modo exato como foram atingidas pela erupção. Desde então, as escavações proporcionaram um sítio arqueológico extraordinário, que possibilita uma visão detalhada na vida de uma cidade dos tempos da Roma Antiga.

sábado, 3 de maio de 2014

Série Pensadores: Madre Teresa de Calcutá


Documentário A Cidade Perdida de Atlântida


Sinopse: Dizem que a cidade perdida de Atlântida foi lar de uma civilização avançada há mais de 12.000 anos atrás. Alguns acreditam que aqueles que ali viveram teriam sido capazes de viajar para o espaço. A lenda diz que a cidade desapareceu de formam instantânea, sugada violentamente para dentro do oceano. Durante séculos, exploradores e arqueólogos têm tentado localizar restos desta cidade perdida. A equipe de MysteryQuest, utilizando tecnologia de "Sonar", revela novas evidências de que estas estruturas se encontram sob a água.

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Hoje na História: 160 anos da Inauguração da Primeira Estrada de Ferro do Brasil

Origem da imagem: Associação Nacional de Preservação Ferroviária
A Estrada de Ferro Mauá, como é conhecida hoje é, oficialmente denominada Imperial Companhia de Navegação a Vapor e Estrada de Ferro de Petrópolis, foi a primeira ferrovia a ser estabelecida no Brasil.1 Foi inaugurada em 30 de abril de 1854 em seu trecho inicial, ligando o Porto de Mauá a Fragoso, no Rio de Janeiro, num trecho de 14,5 km. Mais tarde foi prolongada, chegando a 15,19 km. 

Foi construída pelo empreendedor brasileiro Irineu Evangelista de Sousa, o visconde de Mauá. O lançamento da pedra fundamental da E.F. Mauá, em 29 de agosto de 1852 contou com a presença de Dom Pedro II e diversas outras autoridades. 

A Baronesa, a primeira locomotiva do Brasil
 Fonte da imagem: Site Amantes da Ferrovia
O trecho ferroviário seguia da Estação Guia de Pacobaíba (antiga Estação Mauá, a estação recebeu esse nome após ser arrendada pela Estrada de Ferro Príncipe do Grão Pará), no atual município de Magé, até Fragoso, localidade de Inhomirim, também conhecida como Raiz da Serra. A extensão até Raiz da Serra (Vila Inhomirim) se deu em 1856, onde se iniciaria a subida por cremalheira para Petrópolis, e Areal, somente 30 anos mais tarde. Em 1962 o tráfego entre Pacobaíba e Piabetá foi suprimido. Em 1964, foi a vez do trecho de Vila Inhomirim a Três Rios ser desativado. Entretanto, ainda resta um pequeno trecho da primeira ferrovia do Brasil com tráfego de trens (trens de subúrbio operados pela Supervia, em uma extensão de sua linha que termina em Saracuruna) entre Piabetá e Vila Inhomirim. 


Link relacionado:
A Estrada de Ferro - Museu Imperial extraído de: http://www.museuimperial.gov.br/exposicoes-virtuais/3022.html‎

Série Pensadores: Herbert José de Souza (Betinho)


terça-feira, 29 de abril de 2014

Mito da Caverna: Uma reflexão atual

Por Pablo Fabiano Barbosa Carneiro*


O Mito da Caverna, ou Alegoria da Caverna, foi escrito pelo filósofo Platão e está contido em “A República”, no livro VII. Na alegoria narra-se o diálogo de Sócrates com Glauco e Adimato. É um dos textos mais lidos no mundo filosófico.

Platão utilizou a linguagem mítica para mostrar o quanto os cidadãos estavam presos a certas crendices e superstições. Para lembrar, apresento uma forma reelaborada do mito. A história narra a vida de alguns homens que nasceram e cresceram dentro de uma caverna e ficavam voltados para o fundo dela. Ali contemplavam uma réstia de luz que refletia sombras no fundo da parede. Esse era o seu mundo. Certo dia, um dos habitantes resolveu voltar-se para o lado de fora da caverna e logo ficou cego devido à claridade da luz. E, aos poucos, vislumbrou outro mundo com natureza, cores, “imagens” diferentes do que estava acostumado a “ver”. Voltou para a caverna para narrar o fato aos seus amigos, mas eles não acreditaram nele e revoltados com a “mentira” o mataram.

Com essa alegoria, Platão divide o mundo em duas realidades: a sensível, que se percebe pelos sentidos, e a inteligível (o mundo das ideias). O primeiro é o mundo da imperfeição e o segundo encontraria toda a verdade possível para o homem. Assim o ser humano deveria procurar o mundo da verdade para que consiga atingir o bem maior para sua vida. Em nossos dias, muitas são as cavernas em que nos envolvemos e pensamos ser a realidade absoluta.

Quando aplicada em sala de aula, tal alegoria resulta em boas reflexões. A tendência é a elaboração de reflexões aplicadas a diversas situações do cotidiano, em que o mundo sensível (a caverna) é comparado às situações como o uso de drogas, manipulação dos meios de comunicação e do sistema capitalista, desrespeito aos direitos humanos, à política, etc. Ao materializar e contextualizar o entendimento desse mito é possível debater sobre o resgate de valores como família, amizade, direitos humanos, solidariedade e honestidade, que podem aparecer como reflexões do mundo ideal.

É perfeitamente possível relacionar a filosofia platônica, sobretudo o mito da caverna, com nossa realidade atual. A partir desta leitura, é possível fazer uma reflexão extremamente proveitosa e resgatar valores de extrema importância para a Filosofia. Além disso, ajuda na formulação do senso crítico e é um ótimo exercício de interpretação de texto. A relevância e atualidade do mito não surpreende: muitas informações denunciam a alienação humana, criam realidades paralelas e alheias. Mas até quando alguns escolherão o fundo da caverna? Será que é uma pré-disposição ao engano ou puro comodismo? O Mito da Caverna é um convite permanente à reflexão.
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*Pablo Fabiano B. Carneiro é professor de Filosofia e História Geral e do Brasil para Ensino Médio. Coautor do livro “Coisas da Filosofia e Fatos Sociais”, Editora Allprint

Documentário Dossiê Jango


Dossiê Jango é um documentário brasileiro de 2013, escrito e dirigido por Paulo Henrique Fontenelle. Ele foi lançado nos cinemas brasileiros em 5 de julho de 2013

Sinopse: João Goulart havia sido eleito democraticamente presidente do Brasil, mas foi expulso do cargo após o golpe de Estado de 1 de abril de 1964. Depois do fato, o ex-presidente se refugiou na Argentina, onde morreu em 1976, quando estava planejando voltar ao Brasil. Imediatamente após a morte de João, ele foi enterrado, assim deixando as circunstâncias de sua morte no país vizinho sem muitas explicações até atualmente. Hoje em dia, acredita-se que foi um assassinato premeditado. Dossiê Jango traz o assunto de volta à tona e tenta esclarecer publicamente alguns fatos obscuros da história do Brasil.

Fonte: Wikipédia

sábado, 26 de abril de 2014

Brasil: Uma História Inconveniente


Além das comemorações dos "Brasil 500 anos", esse momento deve ser também, uma oportunidade de reflexão histórica, principalmente por parte de setores que nesses 5 séculos se fortaleceram, em detrimento da maioria da população, ontem indígena, negra-escrava e hoje representada por uma imensa camada de miseráveis e excluídos da "democracia" e do "Estado de Direito".
Uma das principais instituições ao longo de nossa história é a Igreja Católica. Presente no Brasil desde os primórdios do período colonial, a Igreja quase sempre esteve ao lado do poder, quer na Colônia, no Império ou na República. 
Os primeiros representantes da Igreja Católica, os padres jesuítas, chegaram ao Brasil em 1549, com o primeiro Governador Geral, Tomé de Souza, e fundaram o primeiro bispado na cidade de Salvador, então capital da colônia. 
A expansão da Igreja acompanhou a própria expansão da colonização na medida em que, a cada nova Vila fundada, uma capela era erguida.
No entanto, a principal ação dos jesuítas deu-se frente aos indígenas, que deveriam ser catequizados como parte do movimento de Contra Reforma, que seguindo as decisões do Concílio de Trento, procurava expandir o catolicismo para os vários povos de todos os continentes. A ação de catequese junto aos índios foi possível na medida em que a
Igreja de Roma havia chegado a conclusão de que os silvícolas possuíam alma, portanto poderiam ser salvos.
A partir de então, os jesuítas preocuparam-se em levar aos povos indígenas os ensinamentos cristãos e para isso foram organizadas as missões ( ou reduções) onde os indígenas aprendiam a língua portuguesa, os costumes e a moral católica, aprendiam ainda a trabalhar com os instrumentos trazidos pela nova cultura, apresentada como superior e responsável pela desagregação de várias tribos.
A força e influência política dos jesuítas e os interesses no tráfico de escravos negros, fez com que o Estado proibisse a escravidão indígena, permanecendo porém essa possibilidade a partir da "guerra justa", responsável pela escravidão do índio, mesmo que em menor número quando comparado com a escravidão negra.
A presença do jesuíta também teve grande importância nas cidades coloniais, onde as poucas escolas que existiam eram controladas por eles. Dessa forma, os filhos dos fazendeiros eram educados pelos padres e em parte essa situação reproduzia o que ocorria na metrópole, homens que ocupariam cargos públicos, explicando a atitude do Marquês de Pombal em 1759, que expulsou os jesuítas de Portugal e de todas as suas
colônias.
Durante o Primeiro Reinado (governo de D. Pedro I entre 1822 e 1831), a Constituição outorgada de 1824, determinou o catolicismo como religião oficial, ou seja, imposta e controlada pelo Estado, sendo que esta situação foi mantida até a Proclamação da República.
No dia 20 de março o jornal Folha de São Paulo conseguiu uma cópia de um documento guardado sob sigilo pela Igreja Católica no Brasil. Trata-se de uma carta de 21 páginas que circula desde o começo de março entre os bispos que formam o episcopado brasileiro.